Criptografia

Decifra-me
no excesso de lirismo,
em versos
na escassez de verborragia,
em libras
na ausência de luz,
em braile
com o coração salgado
imerso em hipertensão,
forçando intensamente impulso
sanguíneo por todo
o corpo
cuja expansão de
desejo
danifica artérias
que sofrem constrição
enquanto descriptografa a leitura
da nossa química sentimental,
como enxofre e mercúrio
em ativa corrosão com
volatilidade inerte

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23 comentários sobre “Criptografia

  1. Vou chegando devagar, agradecer pela visita,
    E aos poucos verificando tão bela escrita,
    Devo aos poucos comentar,
    Gosto de fazê-lo,
    Mas como na poesia descrita acima,
    Devo decifrar para erros, não cometê-los.

    Adorei esse cantinho poético e como declamei aos poucos vou conhecendo seu talento. Obrigado pela visita e sinta-se em casa para comentar também, esse contato é sempre alegria e isso me faz tão bem. 😀

    Curtido por 1 pessoa

  2. Você mistura as texturas e as densidades com tanta delicadeza e violência… que equilíbrio bonito entre o lírico e o biológico! A beleza que corrói, o tempo que desconstrói. Quanta dicotomia descortinada em versos. Parabéns pelo talento, habilidade, delicadeza e honestidade.

    Lindo lugar você tem aqui.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Uau! Estava pendente de fazer uma visita a este blog — para descobrir quem havia curtido o último poema publicado no meu — e me deparo com essa atualização do mistério da esfinge, numa roupagem lírico-química. Seguirei caminhando nesse itinerário poético com urgência!

    Curtido por 1 pessoa

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